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Por acaso você tem uma sogra “high-tech”? Então veja só o risco que você está correndo…

Essa história aconteceu na Inglaterra e tornou-se o assunto preferido das fofocas que estão circulando hoje nos programas de TV do Reino Unido e amanhã vão ganhar espaços nos jornais daqui.


Carolyn Bourne, a simpática e compreensiva sogrinha.

Freddie convidou sua noiva, Heidi Withers, para passar alguns dias na propriedade de sua família, uma fazenda de rosas de Devon, na costa oeste britânica. E a convivência entre Heidi e Carolyn Bourne, a mãe de Freddie, não foi nada boa. Até aí nenhuma novidade, porque conflitos entre nora e genros com sogras não são exatamente uma raridade. Acontecem em todos os cantos do mundo.

Novidade foi o que aconteceu depois da visita. Dona Carolyn, a sogra, resolveu dividir com as amigas a raiva que cultivou da futura nora, se é que um dia esse casamento vai sair. Sentou-se à frente do computador, escreveu um texto esculhambando Heidi e disparou dezenas de e-mails para as amigas, que encaminharam para outras amigas, que repassaram para outros conhecidos.

A esculhambação espalhou-se como um vírus e todo mundo ficou sabendo que juízo a sogra fez da nora. Quer saber também? Então veja alguns trechos do e-mail da sogra high-tech que o jornal “The Independent” publicou em sua edição de hoje:

Quando estiver hospedada na casa alheia, não declare o que você come ou não come, a não ser que tenha alguma alergia.

Não comente que não teve comida o suficiente.

Não comece antes de todo mundo. Não se sirva novamente sem ser convidada por seu anfitrião.

Quando hospedada na casa de alguém, não fique na cama até o fim da manhã se a casa se levanta cedo – siga as normas da casa.

Em nenhum momento ofenda a família da qual você está prestes a fazer parte, e definitivamente não em público.

Você normalmente chama as atenções para si. Talvez deva se perguntar por quê.

Ninguém se casa em um castelo a não ser que more nele. É um comportamento ostentoso, de celebridade.

Entendo que seus pais não possam contribuir muito para pagar os custos do seu casamento. (Não há nada de errado nisso, exceto que o costume é tal que se presume que eles tivessem poupado ao longo dos anos para os casamentos de suas filhas.)

Se esse for o caso, seria delicado rever as suas expectativas e ter um casamento mais modesto, de acordo com a renda de ambos.

Pode-se pensar que Heidi Withers esteja se dando tapinhas nas costas por ter fisgado um jovem tão bom partido. Tenho pena de Freddie.”

Legal, né? Dá para imaginar o Freddie tentando convencer sua noiva Heidi de que sua mãe não é tão ruim assim?

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Atenção meninos de todas as idades: vai que a moda pega, hein?

Assim como uma imagem vale por mil palavras, uma reportagem da rádio BBC 5 mostrando dados fornecidos pelo CPS, Crown Prosecution Service (órgão britânico responsável por levar crimes investigados pela polícia aos tribunais) não deixa margem para qualquer discussão. A mulherada do Reino Unido perdeu a paciência com os homens e está descendo o braço neles.

 

Tá lá na pesquisa do CPS: no ano passado, quase quatro mil mulheres foram presas por agredir homens. Aumento de 159% em relação a 2005, quando foram registrados mil e quinhentos casos.

 

Os repórteres da emissora de rádio inglesa, claro, foram procurar explicações para este aumento incomum. As melhores que encontraram, ouvindo delegados, foi que os homens estão criando coragem para denunciar as surras que estão levando e que a sociedade está mais atenta a esse tipo de agressão.

Daqui a pouco alguém vai ter que implantar no Reino Unido a Lei Maria da Penha às avessas. Seja lá como for, é melhor ficar esperta, moçada.

 

A estranha história dos pepinos assassinos que está intrigando a Europa

A história ainda não está bem contada e certamente vai tomar conta dos noticiários de TV nesta noite e nos próximos dias. O que se sabe, até agora, é que 14 pessoas já morreram e quase 400 estão doentes, contaminadas por uma bactéria chamada “Escherichia coli”. A doença é considerada muito grave, porque não pode ser combatida com antibióticos.

As primeiras notícias dizem que a maioria das pessoas infectadas mora no Norte da Alemanha e teria consumido pepinos crus, importados da Espanha. Mas há registros de pessoas que ficaram doentes em outros países por terem comido alface e tomates. São conhecidos alguns casos na Suécia, França, Reino Unido, Dinamarca e Holanda. A região de Hamburgo é o principal foco da doença.

Depois da doença da vaca louca, muitos europeus deixaram de comer carne vermelha e se tornaram vegetarianos. Agora, com essa história de pepinos assassinos, vão comer o quê?

Reino Unido e Dinamarca em pé de guerra.Por causa do Marmite.

Britânicos e dinamarqueses estão em pé de guerra. A briga é feia, ninguém sabe como vai acabar. O motivo pode parecer fútil para nós, mas para o pessoal do Reino Unido a coisa é séria. A razão da briga tem um nome: Marmite. Não. Não tem erro de digitação aqui, como acontece algumas vezes quando posto de madrugada. Duas cervejinhas tiro de letra. É Marmite mesmo.

Mas que diabos é esse tal de Marmite?

Segundo o blogueiro de Gastronomia inglês Thomas Pappon, que assina o blog BBC à Mesa, o tal Marmite parece graxa de bicicleta. Um tipo de pasta escura inventada por um cientista alemão, rica em vitaminas B e ácido fólico, desenvolvida a partir de sobras da produção de cerveja, há menos de 20 anos. É amada ou odiada, sem meio-termo. E Pappon começa seu blog assim: “Pronto. Falei. Adoro Marmite”.

O motivo da pendenga é que a Dinamarca resolveu proibir a importação e comercialização do Marmite, alegando que alimentos fortificados com adição de vitaminas fazem mal à saúde. Inconformados, os britânicos que moram lá começaram a protestar pelas redes sociais e ganharam o apoio de australianos, sul-africanos e neo-zeolandeses, que também adoram comer Marmite com pão e manteiga, no café da manhã. “É como passar caldo de carne no pão”, provoca o blogueiro da BBC.

Os marmiteiros ameaçam convencer o Reino Unido a boicotar o bacon dinamarquês, campeão de vendas no reino, e uma das boas fontes de renda do país.  Preocupada com a enorme divulgação que o caso anda tendo, a Embaixada da Dinamarca em Londres divulgou nota oficial dizendo que os dinamarqueses acreditam que “é melhor para nós obter as vitaminas de frutas e vegetais (legumes e verduras)”, e que por isso o marketing de produtos fortificados não é autorizado no país.

Como a proibição ainda não está no papel e muito menos entrou em vigor, não se sabe no que isso vai dar. Mas já tem gente falando em comercializar o Marmite no câmbio negro, caso a polícia dinamarquesa endureça o jogo. Abrir mão da graxa de bicicleta com gosto de caldo de carne no café da manhã nem pensar, prometem britânicos e companhia.

Casamento real ajuda a espantar a crise? Parece que sim.

Vitrine de loja de Londres com várias lembrancinhas do casamento

Enquanto a cerimônia não chega, vamos fazendo algumas reflexões a respeito.

Ouvi hoje um argumento interessante: o de que os casamentos reais acontecem sempre em momentos de crise no Reino Unido. Não só crise econômica, mas também política ou institucional. Como esses eventos são sempre revestidos de uma pompa incomparável, os preparativos, a cerimônia e o pós desviam a atenção do público de outros problemas que possam estar acontecendo.

Leve-se ainda em consideração que um casamento real implica na comercialização de um sem número de lembrancinhas que vão desde réplicas do anel de noivado (muito bem escolhido pelo príncipe, pois pertenceu a sua mãe) até canecas, cadernos, canetas, bonecos e no que mais se possa imprimir as efígies dos noivos. Tudo o que é vendido recolhe um percentual para o Palácio de Buckingham.

Quantos serão os turistas atraídos a Londres para testemunhar, de alguma forma, a união? Não só estrangeiros, mas também os próprios ingleses que têm fascínio e encantamento pela sua rainha e por toda sua corte, com seu charme e escândalos. Qual será o aumento no movimento dos hotéis, restaurantes e estabelecimentos dessa área?

Pensem um pouco no volume de dinheiro que está sendo movimentado desde William e Kate anunciaram a data do casamento que vai acontecer na sexta-feira de manhã. Mas pense em libras esterlinas, que são ainda mais valorizadas que o euro. Deve dar para diminuir sintomas de qualquer crise.

Vera Schwarz