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Seleção arranca empate com o Paraguai no finalzinho

Neymar: a cabeça está em Madrid ou Barcelona?

Foi outra decepção. Embora o adversário seja tecnicamente mais forte do que a esforçada Venezuela, o Brasil conseguiu ser pior, em boa parte do jogo contra o Paraguai, do que na estréia. Começou na frente, permitiu a virada e arrancou um empate no finalzinho do jogo, resultado injusto para um time que, na verdade, merecia perder.

Daí vêm as perguntas inevitáveis: o que está acontecendo com a Seleção? Culpa do técnico ou dos jogadores?

De trás para a frente: a culpa é do técnico Mano Menezes e dos jogadores também. Do técnico por dois motivos: está insistindo em manter jogadores que não estão rendendo, e por não ter definido um padrão para a equipe que comanda. Dos jogadores porque muitos vêm de uma temporada europeia estafante e parecem estar fazendo um favor de disputar a Copa América. Quando não vai na inspiração o negócio é apelar para a transpiração. Alguém viu isso? O Brasil por acaso sufocou o Paraguai em busca do empate? Capaz…

A Seleção começou dominada pelo adversário, conseguiu equilibrar o jogo e saiu vencedora no primeiro tempo com um gol de Jadson, que entrou na vaga de Robinho, depois de um ótimo passe de Paulo Henrique Ganso.

No segundo, voltou apática. Mano trocou Jadson por Elano, oferecendo o ataque ao Paraguai, para usar o contra-ataque como arma decisiva e mortal. Foi ferida com o próprio veneno. Logo aos 10 minutos, bola nas costas de Daniel Alves, cruzamento para a área e Roque Santa Cruz empatou, porque o outro lateral, André Santos, chegou tarde na cobertura.

11 minutos depois, Daniel Alves estava com a bola dominada dentro da área, resolveu jogar bonito, se deu mal e o Paraguai fez o segundo, com Valdez. Daí a gente espera o que? Vamos prá cima deles. Vamos acuar o adversário e atacar até conseguir ao menos o empate, não é? Não. O Brasil ficou tocando a bola no meio-campo e só conseguiu o empate porque Ganso, com um toque, deixou Fred na cara do gol.

Agora temos que aguardar o resultado de Equador e Venezuela para saber do que o Brasil precisa para não pagar o maior mico e voltar da Argentina desclassificado na primeira etapa do torneio. Duvido que isso pode acontecer, mas que corremos o risco não resta a menor dúvida, a considerar o futebol que a Seleção está mostrando.

Vamos às notas? Antes, não custa lembrar que as notas são dadas pelo desempenho de cada um durante as partidas, não pela condição técnica de cada um. Se um craque jogar mal, leva nota baixa. Se um perna de pau for bem, tem nota digna de craque, tá?

Júlio César: sem culpa nos gols, pouco trabalhou. 6.

Daniel Alves: um desastre. Não produziu nada no ataque, falhou no primeiro gol e entregou o segundo para os adversários. Se não perder a vaga o Mano não sabe nada. Nota 1, por entrar em campo.

Lúcio: esforçado, mas foi envolvido pelo ataque paraguaio. 4.

Thiago Silva: discreto. Tentou lançamentos para o Pato, ao menos. 6.

André Santos: o que o atrapalha é sua enorme limitação, que fica clara a cada partida. Nada produziu no ataque e falhou no primeiro lance do jogo e no gol de empate do adversário, por chegar tarde na cobertura. 3.

Lucas Leiva: outra vez muito bem no desarme. Parece que joga sozinho no meio-campo e sempre dá conta do recado. 8.

Ramirez: bem no primeiro tempo. Participou decisivamente do primeiro gol, mostrando garra. Mas caiu muito no segundo tempo. Perdeu um ponto por levar um tombo ridículo, depois de pisar na bola. 6.

Lucas: substituiu Ramirez. Jogou pouco tempo. Sem nota.

Jadson: Fez um gol e uma boa jogada, nos 45 minutos em que esteve em campo. Mas começou a errar passes, se irritou, levou cartão amarelo e poderia ter sido expulso por descontrole emocional. 6.

Elano: entrou no lugar de Jadson no intervalo,  jogou mais recuado e pouco fez, a não ser bater uma falta com perigo. 5.

Paulo Henrique Ganso: ainda não jogou tudo o que pode, mas foi decisivo. Dos seus pés saíram os passes dos dois gols da Seleção. 8.

Neymar: outra atuação apagada.  Sua cabeça deve estar em Barcelona ou Madrid. Mas não acho que tenha perdido um gol no segundo tempo por preciosismo, como ouvi na TV. Perdeu porque concluiu mal. 3.

Pato: movimentou-se bem no primeiro tempo e no segundo foi prejudicado pelo esquema do Mano. 6. (Perdão, na correria não tinha dado nota para ele. Obrigado, Marcus, pela lembrança. Concordo com você: Hernanes seria muito útil a esse time).

Fred: entrou no lugar de Neymar e fez o gol de empate na única bola que sobrou. 6.

Mano Menezes: ainda não conseguiu dar padrão à equipe. Errou em Manter Daniel Alves no time, errou ao tirar Pato da área, deslocando o jogador para a ponta-direita, onde não sabe jogar e demorou  para trocar Ramirez por Lucas. Acertou escalando Jadson no lugar de Robinho, mas  poderia tê-lo mantido no segundo tempo, ao menos por alguns minutos, para tentar decidir o jogo. Hoje foi mal. 3.

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Fim da linha para Krzysztof, 29 anos, e Jouoastaw, 31.

A mais recente da série “A gente vê cada coisa nesse mundo…”

Krzysztof Grzegorz, de 29 anos, e Jouoastaw K., de 31 anos, poloneses, foram presos em Barcelona como ladrões de bagagens. A criatividade dos meninos é de tirar o chapéu. Um deles tomava um ônibus para o aeroporto e deixava no bagageiro do ônibus uma grande mala, como faziam todos os outros turistas.

Só que dentro da mala viajava escondido o comparsa, um contorcionista. Durante as viagens, o rapaz abria as bagagens alheias, roubava tudo o que achava interessante e voltava a se esconder dentro da mala até a chegada ao terminal. No desembarque, o amigo recolhia a mala com o contorcionista, os badulaques furtados e voltava para a cidade. E os pobres turistas só descobriam que haviam sido roubados quando voltavam para casa.

Perplexa com o alto índice de furtos de bagagens, a polícia de Barcelona resolveu jogar duro. Em uma das muitas blitzes que os policiais passaram a fazer, o polonês que deveria pegar a mala onde estava o amigo contorcionista-ladrão (e os frutos do “trabalho”) deu no pé e deixou o “colega” no bagageiro. Quando os policiais chegaram perto da mala ouviram o gatuno-contorcionista reclamando,  no celular, com o amigo que havia esquecido a “encomenda” dentro do ônibus.

Aberta a mala lá estavam o polonês contorcionista-gatuno, notebooks, câmeras fotográficas e seu material de “trabalho”, como lanterna e ferramentas para abrir cadeados.

Duplinha criativa, não é?

Gosta de automobilismo? Neste domingo, duas boas opções.

Nando Croce e Fernandinho, carro 61, às 12h30, na Band. Vale a torcida.

Quem gosta de automobilismo não terá muitos motivos para sair de casa hoje, ao menos antes do almoço. Às nove da manhã tem Fórmula-1, o GP da Espanha, em Barcelona. Naõ importa que a Red Bull é favorita de novo e que dificilmente seus pilotos, Webber e Vettel, vão deixar escapar a vitória. Massa não foi bem na classificação e larga só em oitavo, mas as corridas se tornaram emocionantes com as mudanças que fizeram nas regras.

Às 12h30 tem GT Brasil, com transmissão da Band. São aqueles carros maravilhosos, objeto de desejo de milhões de marmanjos. Na primeira etapa da competição, que está acontecendo em Curitiba, os pilotos de Jaú, Nando e Fernandinho Croce largaram em 12º e chegaram em nono, ontem à tarde. Na prova de hoje a missão será bem mais difícil. Os Croce, que correm com um Viper de número 61, vão sair na 17ª posição, por causa de um problema de pneus na classificação. Como são estreantes em uma categoria que tem pilotos muito rodados, vão ter que trrabalhar muito para ganhar posições. Vale sua torcida.

Libertadores: times brasileiros tiveram uma noite para esquecer. Por quê?

Soberba? Não.

Excesso de confiança? Não.

Salto alto? Não.

Apenas uma tentativa frustrada de copiar o futebol europeu. Assisti dois jogos, pedaço de outro e todos os gols e entrevistas das partidas da Libertadores de ontem, noite em que Cruzeiro (considerado o melhor time brasileiro da autalidade) e Inter de Porto Alegre (foto) jogando em casa foram desclassificados por Once Caldas e Peñarol. O Inter podia empatar em 0 a 0. Saiu vencendo e permitiu a virada. 2 a 1 para o Peñarol. O Cruzeiro, podia perder de 1 a 0. Perdeu de 2.

Fluminense foi para o Paraguai com um resultado favorável de 3 a 1. Podia empatar, perder de 1 a 0. Perdeu por 3 a 0. E o Grêmio, que havia perdido em casa, perdeu de novo, por 1 a 0.

O que têm em comum os desatres de Inter, Cruzeiro e Fluminense? — a situação do Grêmio era complicada mesmo. São times que decidiram mudar suas característicasde jogo, como fazem os europeus. Abriram mão do ataque para se defender. Dançaram todos. Na Europa, vantagem de um gol é praticamente irreversível. De dois, quase impossível.

Só que os times europeus sabem se defender e os nossos não. Quando Cruzeiro, Inter e Fluminense resolveram jogar ontem à noite para defender a vantagem que tinham conseguido no primeiro jogo, perderam as vagas nas semifinais da Libertadores, que pareciam garantidas.

Então, dos cinco brasileiros, sobrou apenas o Santos, que quase foi eliminado também pelo mesmo motivo, na véspera.

Moral da história: ou os técnicos brasileiros esquecem essa mania jogar pelo resultado (isso serve pra você também, Muricy), ou vamos espirrar das competições internacionais porque eles assistem jogos do Barcelona, Manchester United e cia. e querem implementar a cultura de lá aqui. Te cuida, Muricy.