Sete perguntas para quem cuida do dinheiro público de Jaú

Essa história do desfalque de R$ 12,9 mil é grave. E o próprio presidente da Câmara admite que o valor pode ser bem maior. É aguardar pra ver.

Mas sabe o que considero gravíssimo neste episódio? A falta de cuidado que gestores do Legislativo e do Executivo de nossa cidade estão tendo em relação ao dinheiro público.

O tal cheque de 12,9 mil foi emitido em 31 de dezembro do ano passado, nominal à Prefeitura, e foi parar na conta de alguém, no mesmo dia. A “operação” foi feita por um funcionário de confiança da Câmara. Aí começam as perguntas que, a bem da verdade, devem ser respondidas. Vamos a elas:

1 – Esse funcionário era da confiança de quem? Do então presidente da Câmara, que o nomeou? De alguém do partido, que o indicou?

2 – Quando alguém responsável por uma entidade, no caso a Câmara, termina seu mandato e entrega o cargo a outra pessoa, não deveria ter o cuidado de passar a régua nas contas do seu mandato, conferir o que entrou, o que saiu, até para evitar descobertas desagradáveis como a que acabou acontecendo?

Agora vamos para os andares de cima. O dinheiro desapareceu dia 31 de dezembro do ano passado e o desfalque só foi descoberto recentemente, pelo Tribunal de Contas, que fiscaliza a papelada por amostragem. Vamos continuar com as perguntas:

3 – A Secretaria de Finanças não tem uma planilha com previsões de entrada e saída de recursos? Ninguém percebeu que o cheque da aplicação não entrou?

4 – Se o Tribunal de Contas não tivesse descoberto a falcatrua ficaria por isso mesmo?

5 – Como o Tribunal de Contas trabalha por amostragem, é possível que descuido como esse pode ter acontecido em relação a outros depósitos que deveriam estar na conta da prefeitura?

Para terminar, só mais duas perguntas que não querem calar:

6 – Será que se o ex-presidente da Câmara, como pessoa física, emitisse um cheque de R$ 12,9 mil para fazer um pagamento, por exemplo, não teria a preocupação de guardar o recibo como prova de que o pagamento foi realmente feito?

7 – Será que se o secretário de Finanças, como pessoa física, tivesse que receber um cheque de R$ 12,9 mil e esse cheque simplesmente não aparecesse, ele não iria procurar saber o que havia acontecido e cobrar de quem de direito?

Que fique muito bem claro: não estou acusando ninguém. Estou apenas fazendo uma reflexão. Mostrando minha preocupação para vocês.

Embora eu não tenha citado nomes, se qualquer personagem desta reflexão se sentir de alguma forma injustiçado ou ofendido, ofereço desde já o mesmo espaço destinado a ele para exercer seu direito de resposta. O post ficará no topo da página do blog o mesmo tempo que esta reflexão permanecer e depois continuará no site, como toda e qualquer publicação.

Publicado às 14h14.

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