Valeu a pena esperar. Que casamento chique! Mas os beijos…

Cerimônia irretocável

Acordei às 5 horas e não me arrependi. Como era de se esperar: que casamento chique! Da decoração da Abadia de Westminster ao vestido da noiva, a cerimônia foi irretocável.

A decoração, ecologicamente correta com muito verde e menos flores, estava na medida certa para enfeitar o ambiente e não ofuscar a incomparável beleza gótica do templo.

Pintinho amarelinho

Os figurinos, mais especificamente os vestidos, estavam elegantes, com

Alegorias

a discrição que o horário exigia. Alguns equívocos nos chapéus: o da Vitoria Beckham, mal colocado para o meu gosto, e os das filhas de Sarah Ferguson, que mais pareciam alegorias de escola de samba. Principalmente o da que se sentou imediatamente atrás da Rainha Elizabeth.  Ela estava bem vestida, mas parecia um pintinho amarelinho. E sua bolsa podia ser um pouco menor.

Camilla: chiquérrima.

Em que pese minha implicância com Camilla Parker-Bowles, ela estava chiquérrima. Só perdeu para a mãe da noiva, Carole. Os vestidos das duas, a propósito, eram de cor bastante semelhante e de desenhos também bem parecidos. Elegantíssimos.

Eu gosto muito de música e fiquei encantada com o coral que se apresentou. Como a tradição veta vozes femininas na Abadia, elas foram substituídas pelas vozes dos meninos. A performance do grupo foi inesquecível, e as músicas escolhidas pelos noivos lindas, executadas com perfeição.

O Príncipe William escolheu um uniforme vermelho que lhe caiu muito bem, destacando sua pele clara. Mas não houve quem não notou a falta de cabelo, bem rarefeito. Juro que na hora pensei que ele podia ter usado aquele spray mágico, que esconde um pouco a calvície. Só na minha cabeça mesmo imaginar um príncipe inglês usando um artifício desses,  não é?

Como Grace Kelly

Agora, o ponto alto: o vestido da noiva. Enfim revelou-se que a estilista foi Sarah Burton, sucessora de Alexander McQueen. Um corpo de renda tipo chantilly com gola alta cobria um tomara que caia discreto. A cauda, de 2,7m, tinha o tamanho certo.  Era muito semelhante ao usado por Grace Kelly em seu casamento com o Príncipe Rainier, de Mônaco. O diadema usado pela noiva, Cartier, bonito e discreto, foi emprestado pela Rainha Elizabeth, que o recebeu de presente do pai quando fez 18 anos. O buquê tinha uma peculiaridade: era confeccionado com flores de murta colhidas do mesmo arbusto que deu origem ao buquê da Rainha Vitória, 171 anos atrás. Como se comprova, as plantas são muito bem cuidadas e duradouras na Inglaterra.

Espontaneidade

Outro destaque foi a reação do público. Com visível espontaneidade, os ingleses e os turistas deixaram-se envolver pelo clima de emoção e alegria, sem que tenha sido divulgado sequer um fato importante com tom negativo. É admirável o carinho que o público demonstra pela Rainha e sua família. Para agradecer esse afeto, o casal deixou o Palácio de Buckingham num Aston Martin conversível, dirigido pelo príncipe, ficando os dois muito mais visíveis para todos.

Saberemos de outros detalhes mais tarde, certamente. Até porque algumas providências foram tomadas. Por exemplo, o jornal britânico “The Guardian” contratou especialistas em leitura labial para que pudessem revelar o que foi dito pelos participantes. Já se sabe que a primeira frase dita por William para Kate, agora Catherine, no altar foi: “Você está linda!”

Um detalhe pitoresco: o protocolo proíbe que o noivo se vire para ver a entrada da noiva. Mas o irmão Harry, ao lado de William no altar, virou-se e fez toda a reportagem.

Só os beijos na sacada deixaram a desejar. Confesso que esperava um pouco mais, com uma demonstração mais efetiva de carinho. Mas, como é hábito, a sobriedade inglesa prevaleceu. Que pena…

Vera Schwarz

Sobriedade inglesa na hora dos beijos

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    • Walcestari
    • 29 de abril de 2011

    Vera, seus comentários estão impecáveis. Realmente algumas exageraram em seus chapéus, mas no geral, todos lindos e bem vestidos. O vestido da agora princesa chamou a atenção pela simplicidade. Isso é ser chique, é ter classe. Escreva sempre.

    • Oi, Wal.
      Muito obrigada pelos elogios. Mas, de amiga de coração não vale tanto. Beijão.
      Vera

    • caique
    • 29 de abril de 2011

    reporta,infoma e comenta. nao precisei nem ler mais nada. perfect, congratulations vera

    • Olá, Caíque.
      Perfect é um pouco demais, não? Mas que gostei de escrever, gostei.
      Muito obrigada.
      Beijão.
      Vera

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