Vai ficar por aqui no feriado? Então entre neste clube e aproveite.

Tem cada uma nesse mundo…

Veja o começo desta matéria da Revista Piauí. O link da matéria completa está no fim do post.

Por obra do artigo 59 do decreto-lei 3688, desde 3 de outubro de 1941 a vadiagem é contravenção penal no Brasil. Classificada como a prática de “entregar-se habitualmente à ociosidade”, o cidadão que a exerce recebe uma pena que oscila entre quinze e noventa dias de prisão. Isso significa que é perfeitamente legal prender um desocupado, um indolente, alguém que esteja na folgança. Ou seja, pense duas vezes antes de se justificar ao policial dizendo: “Eu não estava fazendo nada.”

O temível decreto 3688, no entanto, não aflige Marcelo Bohrer, que desde 2006 organiza encontros (ir)regulares onde ele e algumas dezenas de corajosos ocupam parques e outros logradouros públicos, belos e tranquilos, para se entregarem à perniciosa prática do nada. Bohrer é o fundador do Clube do Nadismo, organização que leva ao extremo os postulados do movimento internacional Slow: ele sugere que a melhor e mais simples maneira de erradicar o estresse e a ansiedade não é diminuir a velocidade, mas sim parar completamente.

A fagulha do movimento surgiu em 2005, quando, depois de vários anos trabalhando como designer, e se havendo periodicamente com níveis cada vez mais elevados de aflição, Bohrer sofreu aquilo que os psiquiatras chamam de Síndrome de Burnout– quadro psicológico caracterizado pela exaustão prolongada e perda de interesse que, ironicamente, é bastante comum entre médicos. Depois de passar meses pesquisando os motivos que o levaram ao hospital, Bohrer chegou à mesma conclusão materializada no 3688: a civilização criminalizou o ócio.

“As pessoas não conseguem mais ficar sem fazer nada porque isso provoca um enorme sentimento de culpa”, disse. “A sociedade nos obriga a estar sempre em atividade, ligado, conectado. Ficar sem fazer nada é praticamente um pecado.”

Praticante de aikidô, a luta japonesa, há mais de uma década, Bohrer utilizou um de seus conceitos mais elementares, o de redirecionar a força do oponente em vez de combatê-la, para enfrentar a ansiedade: transformar o ato de não fazer lhufas em um compromisso, com data e hora marcada para acontecer. “Assim, a pessoa tem a sensação de que está fazendo alguma coisa, mesmo que essa coisa seja nada”, explicou.

Ouvi dizer que essa síndrome ronda um prédio público municipal na nossa cidade. Não sei se é verdade. Tipo gente jogando a toalha. É ver pra crer.

Veja a matéria completa  AQUI

Anúncios
  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: