Morreu Serginho Leite. Humorista, músico, amigo…

Fiquei sabendo agora da morte do Serginho Leite. Humorista, excelente músico e amigo dos anos 70 e 80, época em que morava em São Paulo. Serginho começou a carreira no Show de Rádio, programa da Jovem Pan. E, segundo li no UOL, estava trabalhando no programa “A Praça é Nossa”. Serginho também fazia jingles de propaganda. Entre os mais conhecidos, o Bond Boca, da Cepacol, e o tigre da Kellogs. Ele também fazia a voz do elefante Jotalhão nos comerciais do extrato de tomate Cica.

A gente se encontrava sempre no Bar do Alemão, perto do Palmeiras. Eu, chegando do fechamento das edições do Jornal da Tarde, lá pelas duas e meia da manhã, com outros amigos jornalistas, e ele, chegando de shows ou do estúdio de produtoras de áudio. Ficávamos sempre na única mesa redonda do bar.

Serginho adorava tocar chorinho. Era um músico excelente, mestre no violão de sete cordas. Dagoberto, dono do bar, ficava no pandeiro, o jornalista especializado em Economia, Luiz Nassif, no bandolim, o carequinha Nelsinho no cavaquinho e o Heraldo no violão. Da nossa turma de jornalistas, Mário Marinho, Cléber de Almeida, Bil Duncan (que já deve estar tomando um chopp com Serginho e o Dagoberto lá no segundo andar), Zé Márcio Mendonça e Pedro França Pinto (outro que deve estar brindando a chegada do Serginho lá em cima).

Atravessamos muitas madrugadas. Muitas mesmo. Um pouco de música, um pouco de conversa, e um monte de chopps. A gente só ia embora quando ouvia a porta de aço da padaria ao lado abrir. Hora de comprar o pão e ir para casa.

Nosso último encontro foi aqui em Jaú. Serginho veio para cá para fazer um show, se não me engano no Jahu Clube. Conversamos como se a gente tivesse encontrado na véspera, embora não visse o amigo há muitos anos. Papo regado a cerveja, claro. Ele era um cara muito legal.

Quem viu o show dele aqui em Jaú vai se lembrar, assistindo ao vídeo de parte da entrevista que ele deu ao Jô Soares. Quem não viu, vale a pena assistir também. Serginho era hilário. O melhor de tudo? Ele se divertia muito com seu trabalho. Reparem só no que o Jô se diverte com a entrevista e nos elogios que fez para ele no fim.

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