Denúncia do Fantástico toma conta das conversas na cidade

Na cidade não se fala outra coisa. No café, no bar onde passei para comprar cigarros e na fila do banco, ninguém comenta outro assunto senão o fato de a Consladel – Construtora Laços Detetores e Eletrônica – contratada pela prefeitura de Jaú para prestar serviços para a Secretaria de Transporte e Trânsito ter sido uma das protagonistas da matéria exibida na noite de domingo pelo “Fantástico”, da Rede Globo, sob o título “Máfia das multas e lombadas eletrônicas fatura R$ 2 bilhões por ano”.

A reportagem, que durou mais de 17 minutos e pode ser vista na íntegra neste endereço ( http://migre.me/42PrU) mostra, entre outras várias falcatruas, o representante da empresa Cleberton Tintor dizendo que o sistema de radares fabricados por sua empresa permite que o cliente retire do sistema as multas de quem quer que seja antes da listagem dos infratores ser enviada ao Detram.

Cleberton vai mais longe. Sem saber que estava sendo filmado por uma câmera oculta, diz para o repórter (que se passava por um funcionário de alguma prefeitura interessada em contratar a Consladel) que providenciava editais direcionados e ainda combinava o valor da propina que a empresa pagaria aos contratantes do serviço:

“Eu tenho o edital pronto. Eu te passo os pontos e você ‘encaixa’ o valor que eu te dei.
Aí, eu acerto até o valor da comissão. Então, comissão de 3% a 5%, tira multa e direciona o edital”, explicou.

Nos programas de notícias das emissoras de rádio, o radialista e jornalista José Henrique Teixeira , da Rádio Jauense, comentou a reportagem da Globo e sugeriu que os vereadores peçam para examinar os termos do contrato firmado entre a prefeitura e a empresa denunciada. Segundo Teixeira, o valor é de R$ 3.281 mil reais.

Na Tropical FM, o radialista e ex-candidato a prefeito Rafael Agostini colocou no ar, no mínimo três vezes, o trecho áudio da reportagem do Fantástico falando da empresa contratada pela prefeitura de Jaú. Ele também sugeriu que os vereadores analisem cuidadosamente o contrato e prometeu abrir, na edição do seu programa de amanhã, o microfone da emissora para que os motoristas jauenses se manifestem. Segundo Agostini, foi muito grande o número de ouvintes que ligaram para a Tropical para reclamar dos locais e do número de radares que a prefeitura autorizou a Conslatel instalar na cidade.

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