Política: a semana em que a cuíca roncou.

Bem antes dos surdos e tamborins anunciarem a chegada do carnaval, foi a cuíca quem roncou – e roncou grosso – nesta semana que está terminando em Jaú. De segunda-feira até agora, uma sucessão de acontecimentos fragilizou ainda mais a tumultuada administração do prefeito Oswaldo Franceschi (foto ao lado), que hoje decidiu ir até o estúdio da Rádio Jauense e dar uma longa entrevista, na tentativa de levantar o moral de sua tropa.

Denúncias, substituição de secretário, acusações, falta d’água, cardápio completo. O prefeito disse que essa história de atos secretos é barulho da oposição. Que são atos administrativos. Com todo respeito, discordo. Segundo levantamento do “Comércio”, esses decretos somam R$ 133 milhões em movimentações financeiras. Isso deveria vir a público na semana em que esses decretos foram assinados e não só agora,  em questionáveis edições “B, C e D” do “Jornal Oficial do Município”.

Terminada a entrevista do prefeito na Jauense começou a entrevista do ex-secretário André Galvão de França na Tropical FM, no programa do ex-candidato a prefeito e a deputado estadual pelo PT, Rafael Agostini.

André (que na foto à esquerda aparece ao lado de sua substituta, Jaci Tóffano) não só manteve tudo o que havia dito nas entrevistas que havia dado na segunda-feira, dia em que limpou as gavetas, como foi mais longe. Comparou a família do prefeito à família Sarney. Disse que o secretário de Finanças, Eduardo, não tem espírito público à frente da Secretaria de Finanças. Contou que a primeira-dama faz constantes ingerências em outras secretarias e que o prefeito é ansioso, desorganizado e que não tem perfil para comandar a prefeitura.

Sobre a falta d’água o prefeito Franceschi disse que o problema é antigo, que precisa embasamento legal para quebrar o contrato com a Sanej, que vai mandar perfurar poços profundos e que ajudou, pessoalmente, as vítimas das enchentes nos bairros mais afetados. E culpou o excesso de chuva. Acho que não acalmou as 40 mil pessoas que ficaram parte da semana sem água.

O problema do prefeito é que ele é muito pouco didático nas suas entrevistas. Ao comentar sobre as realizações de sua administração, cita uma série de feitos como se fosse uma ladainha decorada, mistura saúde com educação: trânsito com asfalto, pede para que os jauenses comemorem o carnaval com moderação e termina abençoando os ouvintes, como se fosse um religioso. Assim fica difícil entender seus argumentos.

Sobre a Comissão Especial de Inquérito que está por uma assinatura para se tornar realidade na Câmara (Fernando Frederico, Kakai e Dr. Segura já assinaram, falta apenas mais um), Oswaldo Franceschi disse que não tem nada a esconder e emendou textualmente o seguinte: “Podem fazer o que quiserem”. Com a palavra, nossos bravos vereadores.

Anúncios
    • frank
    • 4 de março de 2011

    Pois é Mário, quero só ver quando alguém mais curioso pedir as notas fiscais desses jornais A, B, C… vai dar trabalho pra explicar hein… Já pensou, a nota da gráfica mostrando só o jornal principal e o resto sem a nota pra comprovar… ou tirada em fevereiro, rs. R$ 133 milhões não é pouco não. Mas se tudo estava impresso e pronto. Ninguém tem nada a temer. um abraço.

    • Pois é, Frank. Será que algum vereador vai ter a idéia de requisitar as notas fiscais dessas publicações? se alguém pedir vai ser muito engraçado. Obrigado e apareça sempre.
      Abraço,

      Mário.

  1. Boa essa sugestão. Será que alguém vai aproveitar ? Tomara.

  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: